Participar da Administração na escola.
Esta é uma questão que permeia o dia-a-dia dos professores. Participar ou não?
Considere os quatro componentes escolhidos abaixo:
1) Elaborar, negociar um projeto da instituição:
Faz parte da vida de um adulto instruído, de um professor, de um membro de família a condução de projetos, portanto, numa instituição não é difícil para as pessoas que trabalham envolverem-se em um projeto comum.
Os defensores dos projetos da instituição justificam-se desta forma:
- A gestão dos serviços públicos exige autonomia de serviços e funcionários, respondendo melhor à diversidade de situações e ao mesmo tempo que faz economia .
- A profissionalização do professor, aumento da autonomia individual e coletiva dos professores mesmo em busca de dignidade, competência e responsabilidade.
- A necessidade de dar sentido ao ofício e de conciliar valores pessoais e mandato.
O projeto de uma intituição exige que seus autores tenham competências fora do comum:
- Percepção da grandeza do procedimento, a tensão entre projeto e mandato, a realidade, os limites da autonomia, manter senso crítico em relações a imposições.
- Construir estratégias coletivas partindo de um conjunto de pessoas que não se escolheram mas que tem em comum o exercício do mesmo trabalho, sendo subjetivo.
Os projetos das instituições que perduram revelam a presença dessas duas competências.
Os projetos se devem a contextos favoráveis, tais como:
- política institucional que garanta visão pedagógica, avaliação;
- enfrentar realidades (alunos, família, bairro);
- diretor como líder cooperativo, um mediador;
- parcerias.
2) Administrar os recursos da escola.
Administrar os recursos de uma escola é fazer escolhas, ou seja, tomar decisões coletivas. O projeto norteia a utilização dos recursos atendendo as prioridades, propiciando cooperação.
3) Coordenar, dirigir uma escola com todos os seus parceiros.
Coordenar exige a competência de saber trabalhar em equipe, que difere em muito do trabalho individualista. É preciso saber discutir, ouvir diversas propostas e enfim decidir.
4) Organizar e fazer evoluir, no âmbito escolar, a participação dos alunos.
A participação dos alunos nos leva a um duplo ponto de vista:
- Exercício de direitos;
- Educação para cidadania, pela prática;
Essa participação nos remete a dois níveis sistêmicos:
- a capacidade do sistema educacional de dar autonomia de gestão.
- a capacidade de não monopolizar poderes partilhando-os com os alunos.
Classes estáveis de ciclos de aprendizagem modifica o equilíbrio entre responsabilidades individuais e responsabilidades coletivas tornando necessários não somente um trabalho em equipe, mas a cooperação baseada em um projeto.
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